quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Qual o maior animal que já existiu na Terra?


O maior animal conhecido na Terra é a baleia azul. Baleias azuis adultas podem chegar a medir 30 m da cabeça até a cauda e pesar até 150 toneladas. Isso equivale ao tamanho de um prédio de 8 a 10 andares e ao peso de 112 machos adultos de girafas. Atualmente, a maioria das baleias azuis adultas mede entre 22 e 24 metros, porque os caçadores praticamente exterminaram as maiores. As fêmeas das baleias azuis geralmente pesam mais que os machos. A maior baleia azul de que se tem informação é uma fêmea que pesou 176.790 kg.

Fatos sobre os animais:

* Maior animal: baleia azul
* Animal mais sonoro: baleia azul
* Maior animal terrestre: elefante africano
* Animal mais sonoro terrestre (segundo animal mais sonoro): macaco alouata
* Mamífero mais alto: girafa
* Mamífero mais veloz: chita
* Animal aéreo mais veloz: falcão peregrino
* Menor mamífero: morcego abelhão
* Cobra mais longa: píton reticulada


A cabeça de uma baleia azul é tão larga que o elenco inteiro de um time de futebol profissional - cerca de 50 pessoas - poderia ficar em pé sobre sua língua. Seu coração é tão grande quanto um carro popular, e suas artérias são largas o suficiente para que você se rasteje dentro delas. Mesmo bebês de baleias azuis fazem com que a maioria dos animais pareçam anões. Ao nascer, um filhote de baleia azul mede cerca de 7,5 m de comprimento e pesa mais que um elefante. Eles crescem rápido: durante os primeiros sete meses de vida, uma baleia azul bebe aproximadamente 380 litros de leite materno por dia, ganhando até 90 kg a cada 24 horas. Uma baleia azul adulta pode comer diariamente mais de 4 toneladas de krill, uma pequena criatura parecida com um camarão.

Isso coloca as baleias bem à frente dos demais mamíferos terrestres conhecidos em questão de tamanho. Muitas pessoas acreditam que os maiores animais que já existiram na Terra foram os dinossauros. No entanto, um dos maiores dinossauros terrestres, o sauropóde Argentinosaurus, pesava apenas cerca de 81.650 kg. Ou seja, um pouco mais da metade do peso de uma baleia azul adulta. Faz muito sentido que o maior animal do mundo seja uma criatura marinha. Animais terrestres precisam suportar seu próprio peso, enquanto que as criaturas marinhas obtêm ajuda da água.

Acredita-se que houve uma época em que existiram mais de 200 mil baleias azuis. Há cerca de 10 mil agora. Elas aparecem na lista de animais com risco de extinção desde a metade dos anos 60 - e a estimativa é de poucas chances de recuperação.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Você sabe como surgiu a palavrinha "Ok"?

Durante a guerra de secessão, quando regressavam as tropas aos seus quartéis sem restarem nenhuma baixa, colocavam uma grande faixa: '0 Killed' (Zero Mortos). Daí provém a expressão 'O.K.' para dizer que tudo está bem.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Curiosidades curiosas



Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.
(Não parece valer a pena.)

Se você peidar constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica.
(Agora sim!)

O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros.
(Uau!)

O orgasmo de um porco dura 30 minutos.
(Na minha próxima vida, quero ser um porco!)

Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome.
(Ainda não consegui esquecer o porco)

Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora.
(Não tente isso em casa; talvez no trabalho!)

O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.
("Querida, cheguei! O que é is.....") Mas ainda não esqueci porco,não esqueci.

A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.
(Trinta minutos... **** ***** que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

O bagre tem mais de 27 000 papilas gustativas.
(O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?)

Alguns leões se acasalam até 50 vezes em um dia.
(Ainda prefiro ser um porco na minha próxima vida...qualidade é melhor que quantidade!)

As borboletas sentem o gosto com os pés.
(Isso eu sempre quis saber)

O músculo mais forte do corpo é a língua.
(Hmmmmmmmm...)

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.
(E se a pessoa for ambidestra?)

A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.
(E alguém foi pago para descobrir isso?!)

O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro.
(Conheço gente assim)

Estrelas-do-mar não têm cérebros.
(Conheço gente assim também)

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.
(Aquela carinha de bonzinho deles nunca me enganaram...Mas,e aquele porco???)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Você sabe como surgiu a palavra "Fuck"?

Na antiga Inglaterra não se podia fazer sexo sem contar com o consentimento do Rei. Quando quisessem ter um filho deveriam solicitar uma permissão ao monarca, que lhes entregava uma placa que deveria colocar nas suas portas. Na placa dizia "Fornication Under Consent of the King" (F.U.C.K.). Daí a origem desta tão "famosa" palavra.

Calígula,um maluco no poder - PARTE 2

Mas quem comandava o jogo a partir de então? Seguramente não era Calígula. O imperador não passava de um chefe dos exércitos que devia seu poder a um bando de guerreiros que o escolheram para comandante.

Aparentemente, tudo estava de acordo com as leis. Havia um Senado, guardião das instituições romanas. Havia magistraturas, todas respeitadas. Calígula foi reconhecido como imperator, mas também era cônsul, pretor, censor, edil, “tribuno do povo” e, sobretudo, grande pontífice, mestre da religião oficial romana.

Só que o conjunto abrigado sob a denominação de Império Romano, com um líder inconteste à frente, não era mais que uma gigantesca vigarice. Simplesmente porque por trás de um personagem que desempenhava o papel principal agiamos que o manipulavam. Essa era a fraqueza e o paradoxo do sistema.

O imperador era necessário, pois era a imagem do poder de Roma. Nessas condições, deixava-se que ele agisse como bem quisesse, desde que não contrariasse os interesses da classe dirigente. O povo nunca intervinha, pois os habitantes de Roma já não eram os virtuosos cidadãos da Republica, o regime que vigorou de 509 a.C. a 27 a.C. No Império a população, de modo geral, poderia ser comparada a uma multidão de desocupados e mendigos que se calavam se fosse distribuída comida e providenciadas distrações, como os combates do Circo.


O imperador aproveitava espetáculos de gladiadores para lançar inimigos às feras, assim como combatentes que demonstrassem fraqueza Calígula retratado por Suetônio, ilustração de Gustav Surand, 1901.


Calígula adorava presidir essas festas, aliás. Ele se sentia o senhor e mestre de Roma e se regozijava ouvindo elogios a sua pessoa e majestade e notando a bajulação que fortalecia sua indomável megalomania. Paralelamente, se desenvolvia dentro do jovem imperador uma paranóia igualmente invencível. Roma teve o azar de essa pessoa ser o homem a quem o Estado facultava decidir, em nome da coletividade, o que era bom ou mau, quem obteria os favores do governo e, pior, quem deveria ser eliminado.

Os crimes de Calígula passaram a ser incontáveis. E suas fantasias e excentricidades também. Sobre isso, o historiador Suetônio conta que o imperador presenteou o cavalo com uma estrebaria feita de mármore, uma dentadura de marfim, sem falar de uma casa e de empregados para tratar esplendidamente os convidados em nome do animal. Diz-se que quis transformar o quadrúpede em cônsul.

Como seu orgulho não tinha limites, ele mandou fazer uma estátua de si mesmo, como se fosse Júpiter, e ordenou que fosse colocada no Templo de Jerusalém. Júpiter não é um deus qualquer da mitologia romana, derivada da grega. É o senhor do Olimpo, pai de muitos outros deuses, como Marte e Vênus, por exemplo. E o Templo de Jerusalém – no caso, o segundo – era o secular local de culto de Deus de Israel.

Nessas agressivas incursões mitológicas e religiosas, a loucura de Calígula não deixava de ter natureza mística. Mesmo seus desregramentos sexuais tinham algo de sagrado. O incesto remetia ao casamento dos faraós com as respectivas irmãs. Já a orgia era uma ativação das forças cósmicas, por meio da qual se atingia o sublime. O imperador queria se transformar em um deus.

Ocorre que nesses assuntos da alma a mentalidade da população trilhava caminhos distintos. A religião romana rejeitava a teofania, ou seja, a encarnação de um deus exterior nos vivos. A palavra-chave da mística romana era a apoteose, o rito funerário que divinizava o defunto. O primeiro imperador romano, Otávio Augusto, por exemplo, havia recusado em vida as honras divinas. Teve, porém, direito a uma apoteose depois de morto. Calígula, porém, não quis esperar a morte para se tornar um deus.

Em virtude da exigência do sistema romano de que o imperador fosse eleito, chegou o momento em que os que governavam efetivamente já não precisavam de personagem tão tresloucado apenas para fazer a figuração. Os excessos de Calígula deveriam andar tão insuportáveis que os verdadeiros governantes de Roma decidiram se livrar dele. Foi mais uma vez o chefe da guarda preotoriana que comandou a ação. Em 24 de janeiro do ano 41, Calígula foi assassinado e substituído por Cláudio.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

É mais fácil que um camelo passe por um buraco de uma agulha que..."Peraí,um camelo?


No Novo Testamento no livro de São Mateus disse 'É mais fácil que um camelo passe por um buraco de uma agulha que um rico entre no Reino dos Céus'... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra 'Kamelos' como camelo,aqueles do deserto,quando na realidade em grego 'Kamelos' é aquela corda grossa com a qual se amarram os barcos aos portos...
O sentido da frase continua o mesmo... mas qual lhe parece mais coerente?

Calígula,um maluco no poder - PARTE 1

Que o terceiro imperador romano tenha sido um sanguinário, ninguém duvida. Suas famosas crises de epilepsia, porém, explicam pouco ou nada desse perfil. Para conhecê-lo, é preciso falar de suas origens familiares e do ambiente depravado que o cercava.


A história não foi complacente com Calígula, o detentor de um reinado tão curto quanto violento no primeiro século de nossa era, em Roma. Ele permaneceu no poder de março de 37 até seu assassinato, em janeiro de 41. Foi o terceiro imperador romano, membro da dinastia júlio-claudiana, iniciada por Augusto.


O aspecto assustador e o desequilíbrio mental do terceiro imperador de Roma inspiravam medo e terror na população Caligula Caesar, gravura, artista da escola italiana, 1596.


A reputação de louco feroz, capaz de incríveis crueldades, foi construída ao longo de apenas quatro anos de poder, um período curto demais para fama tão arraigada, mas nada indica que ele fosse diferente do que ainda hoje se diz do personagem. O próprio nome Calígula tornou-se sinônimo de atrocidade.

Cabe, contudo, buscar a fonte primordial: a obra A vida dos doze césares, do escritor e historiador Caio Suetônio (69-c.141), que não foi contemporâneo de Calígula, mas ótimo observador dos costumes romanos. Outros historiadores, como Filo (30-50 d.C.), Josefo (37-92 d.C.) e Dião Cássio (data imprecisa do século II), também citaram o imperador em suas obras. Especificamente no caso de Calígula, Suetônio é de longe o mais influente entre os quatro, mesmo que se apontem frequentemente imperfeições em sua obra.

Para conhecer o monstro da antiga Roma, parece uma boa opção desistir de buscar refúgio atrás das crises de epilepsia de Calígula e de algumas insanidades a ele atribuídas. Doenças física e mental explicam uma parte, talvez pequena, da biografia. A outra parte passa necessariamente por sua origem familiar, o ambiente depravado no qual cresceu e, sobretudo, o estado das instituições do Império.

Até porque na Antiguidade a epilepsia simplesmente não era compreendida como hoje. Era um estigma na vida do paciente e uma mancha em sua biografia. Foi preciso que nascessem homens como os escritores Fiodor Dostoievski e Gustave Flaubert ou um teórico e político como Vladimir Lenin, todos epiléticos, para que o mundo passasse a ver a doença de outra forma. A percepção de que doença e crueldade não caminham juntas certamente nem passava pela cabeça dos historiadores antigos.

MITOLOGIA PESSOAL

Caio César Augusto Germânico, vulgo Calígula, nasceu em Âncio, província de Roma na região do Lácio, no dia 31 de agosto do ano romano 765, ou seja, no ano 12 de nossa era. Seu pai era Germanico, sobrinho de Tiberio, e sua mãe, Agripina Maior, neta de Augusto.


Moeda cunhada durante o reinado de Calígula (37 - 41 d.C.), com efígie do imperador em um dos lados (à esq.) e de suas três irmãs, Agripina, Drusela e Júlia.


Sendo Tiberio filho de Lívio, adotado por Augusto, Calígula pertencia à linhagem de Cesar, alegadamente descendente do lendário Ascânio, filho do troiano Enéas, ele mesmo filho de Vênus. Sua origem, como se vê, se mistura com a mitologia.

Ainda jovem, Calígula manifestava as qualidades do pai, homem de personalidade e de honestidade escrupulosas, além de um general notável.Germanico era amado pelo povo. E, de início, o filho Calígula também era, pois se mostrava brilhante e muito modesto. Frequentava as tropas do pai e se vestia como Legionario, exibindo nos pés as caligae (espécie de calçado) regulamentares, o que lhe valeu o codinome.

Mais tarde, entregue às intrigas do círculo de Tiberio, ele sucumbiu às promessas de agitadores – em particular de Névio Sutório Macro, o líder da guarda pretoriana, que garantia a segurança do imperador. Era tal o poder de um prefeito pretoriano à época que por vezes ele assumia a condição de “segundo homem” do Estado. Macro preparava em segredo a sucessão do imperador e mobilizou todos os meios para que a dignidade imperial coubesse a Calígula. Foi então que surgiram os primeiros sinais da nova vida de desregramento do jovem herdeiro, que desembocaria em ligação explícita com a irmã, Agripina Menor, a futura mãe de Nero, e de todo tipo de fantasias bissexuais.


Agripina Menor (à esq.) e Drusela (à dir.), duas irmãs com quem Calígula mantinha relações sexuais. O imperador também as obrigava a se prostituir Agripina Menor e Drusela, esculturas em mármore, autor desconhecido, sem data.


Um episódio narrado pelo historiador Públio Cornélio Tácito (55-120 d.C.) atesta a atmosfera que reinava em torno de Calígula. Certa vez, o imperador Tiberio aportou no cabo Miseno, em Catânia, hoje região da Sicília. Seu médico pessoal não tardou a atestar que o velho não tinha mais que dois dias de vida. Foi o que bastou para que se instalasse uma rede de intrigas palacianas.

Nas palavras de Tácito: “No dia 17 das calendas de abril,Tiberio mergulhou em uma inconsciência profunda: acreditou-se que ele estava morto. Caio [o nome verdadeiro de Calígula], já em meio às felicitações de uma numerosa corte, saía para tomar posse do Império quando alguém veio subitamente anunciar que Tiberio recuperava a consciência, a fala. (...) Caio, em um silêncio morno, não esperava outra coisa senão o suplício; Macro, mais ousado, mandou sufocar o ancião sob uma pilha de cobertores, e ordenou que todos se retirassem. Assim desapareceu Tiberio, aos 78 anos de idade”.

E assim começou o reinado de Caio Calígula...Mas isso vamos deixar para o próximo post,de amanhã