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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Onde e como surgiu o Carnaval?

O carnaval está entre as maiores festas populares do Brasil. A dança, o canto, a máscara, as musas, as músicas, as marchinhas e toda a liberdade de expressão entre as pessoas parece que desabrocham nesta época.

Mas onde e como surgiu esta festa?

A origem do carnaval é um tanto quanto controversa.

Freqüentemente tem sido atribuída á sobrevivência e evolução do culto da deusa Ísis, dos lupercais, bacanais, e saturnais romanos, das festas em homenagem a Dionísio, na Grécia e até das festas medievais dos inocentes e dos doidos.

Durante a Idade Média, a Igreja Católica teve certa benevolência com a festa, mas Tertuliano, são Clemente de Alexandria, são Cipriano e o papa Inocêncio II foram grandes inimigos do carnaval.

Já nos tempos modernos, o tradicional baile de máscaras, introduzido nos séculos XV e XVI começaram a fazer grande sucesso na Itália e na França.

Depois, com o passar dos tempos, o carnaval sofreu um processo de adequação às culturas modernas, como os que se realizam em Munique, Florença, Nápoles, Paris, Roma, Veneza, Nice e Colônia.

Atualmente o carnaval transformou-se numa festa de caráter artístico, como os desfiles alegóricos, popular como o carnaval de rua, assim como os bailes, os blocos e outras festas.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Qual é a origem da expressão "saída à francesa"?


Ninguém sabe. O certo é que não existe melhor exemplo para ilustrar a velha rivalidade entre França e Inglaterra do que essa expressão, equivalente ao popular "sair de fininho", muito usada em festas e reuniões quando alguém se retira sem se despedir nem dos anfitriões. Isso porque ela possui, na verdade, duas versões, uma em resposta à outra. A mais conhecida – "sair à francesa" (take french leave, no original) – foi criada pelos ingleses. A outra – "sair à inglesa" (filer à l’anglaise) – é exclusividade dos franceses.

Com toda a incerteza que cerca sua origem, acredita-se, porém, que ela tenha nascido como uma gíria militar, para se referir a soldados que deixavam seu posto sem avisar ninguém. "É provável que tenha sido dita pela primeira vez durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando as principais potências européias se enfrentaram, encabeçadas de um lado pela França e do outro pela Inglaterra", afirma o historiador e professor de francês Alexandre Roche, de Porto Alegre. "Mas a rixa entre os dois países é tão antiga que fica difícil saber qual das duas expressões surgiu primeiro", diz a tradutora e também professora de francês Rosa Freire d’Aguiar, do Rio de Janeiro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Por que fevereiro é o mês com menos dias?


Tudo começou por volta do século 6 a.C.,quando o rei Tarquínio reformulou o calendário romano,adicionando mais dois meses - até então eram apenas dez - à folhinha: Janeiro e Fevereiro.Ele fez isso,pois o novo calendário passou a se basear nas mudanças da fase da Lua,totalizando um ano de 355 duas.Para facilitar a distribuição dois dias entre os meses,Fevereiro,à época o ultimo mês do ano,acabou ficando com apenas 28 dias.Outros fatores contribuíram para que ele ficasse menor,como o fato de cair no ápice do inverno romano."O período de frio trazia muitas doenças,e Fevereiro passou a ser considerado de mau augoro.O próprio nome do mês faz alusão à palavra "febre",diz o astronomo Roberto Bockzo,do Instituto de Astronomia e Geofisica da USP.

Em 44 a.C.,o imperador Júlio César alterou o calendário de novo - agora tendo por base o ciclo solar -,e o ano passou a contar com 365 dias,sendo que Fevereiro ganhou mais um dia,ficando com 29.Mas a fartura durou pouco.Mais tarde,César Augusto assumiu o poder e,para homenageá-lo,o Senado rebatizou o oitavo mês de Agosto.Só que Agosto tinha 30 dias,e pegaria mal o novo soberano ter seu mês com menos do que o outro - Júlio César já tinha um mês em sua honra,Julho,com 31 dias.Assim.decidiu-se que Agosto teria 31 dias.Para isso,tirou-se uma dia do infeliz Fevereiro,que voltou a ter somente 28,ganhando um diazinho a mais apenas nos anos bissextos

sábado, 30 de janeiro de 2010

Quando os gênios foram burros

Todo gênio tem seu dia de asno. Do pai da física moderna, Isaac Newton, ao maior cérebro de todos os tempos, Albert Einstein: ninguém escapou de um escorregão ou outro ao longo da vida. Reuno aqui as maiores bobagens já levadas a sério na história da ciência.

Séc. 3 a. C.
  • “Quanto mais pesada é uma pedra, mais rápido ela cai.” Aristóteles

Ele só foi desmentido por Galileu, 19 séculos depois.

Séc. 16

  • O Inferno de Galileu

Gênio burro: Galileu Galilei.

Por que ele é um gênio: Fez descobertas importantes na mecânica, na física e na astronomia.

Por que ele é um burro: Provou matematicamente a existência do inferno de Dante.

Galileu Galilei era um rapaz perdido na vida. Em 1585, tinha acabado de largar a faculdade de medicina para se dedicar às ciências exatas, contra a vontade do pai. Para concorrer a uma vaga de professor de matemática na Universidade de Pisa, o cientista resolveu entrar numa polêmica que movimentava a ciência da época havia 100 anos: onde e como é o inferno? Galileu calculou e localizou não o inferno bíblico, mas o de Dante Alighieri, da Divina Comédia. Usando bases matemáticas, ele o descreveu como cônico, com a parte mais profunda no centro da Terra e o teto logo abaixo da crosta terrestre, em volta de Jerusalém. Para nós, parece uma viagem tão grande quanto tentar descrever o castelo de Frankenstein, mas o estudo foi recebido com entusiasmo pela academia de Pisa. Tratar a fé com seriedade científica fazia sentido na época – aliás, era bom ser respeitoso com a Igreja. Em 1632, quando Galileu defendeu que a Terra girava ao redor do Sol, e não o contrário, por pouco ele não foi executado pela Inquisição. Acabou tendo de negar a descoberta para, assim, salvar a pele.

  • Kepler, o sagitariano

Gênio burro: Johannes Kepler.

Por que ele é um gênio: Descobriu as leis do movimento planetário.

Por que ele é um burro: Acreditava que a astrologia e a astronomia eram a mesma coisa.

O casamento de Johannes Kepler estava marcado para o dia 27 de abril de 1596, mas algo incomodava o noivo. Embora estivesse apaixonado por sua futura esposa, o cientista alemão pressentia que seu casamento seria um fracasso. O motivo? A “constelação de mau agouro” que se formava no céu aquele dia. Sim, o astrônomo que descobriu a lógica por trás dos movimentos planetários não fazia nada sem consultar o horóscopo antes. Boa parte de seus trabalhos foi dedicada a validar a astrologia frente à astronomia, e provar que uma não existe sem a outra. Aliás, sua maior fonte de renda eram os mapas astrais que fazia por encomenda – mais de 800 deles estão preservados até hoje. Assim, com base nos astros, ele descreveria o pai como “propenso ao crime, brigão, passível de um final infeliz”, e a mãe era “magra, tagarela e mal-humorada”. Ele foi o último cientista importante a acreditar que astrologia e astronomia eram a mesma coisa. (Só para constar: seu casamento, de fato, foi um fracasso.)

  • “A luz viaja mais rápido pela água do que pelo ar.”

Isaac Newton, afirmando exatamente o contrário do que acontece.

  • Ele já sabia

Gênio Burro: Albert Einstein.

Por que ele é um gênio: Transformou todos os conceitos da física para sempre.

Por que ele é um burro: Descobriu que o Universo está em expansão, depois negou a descoberta, depois assumiu de novo a expansão.

Em 1900, o Universo era estático. Albert Einstein era apenas mais um físico a acreditar que a Via Láctea e todas as outras galáxias estavam fixas no espaço, e ficariam assim até o fim dos tempos. Mas ele não era um cientista qualquer. Quando Einstein bolou a Teoria da Relatividade – na qual o espaço e o tempo se distorciam em função da massa e da energia –, ele descobriu que as contas só fechavam se o Universo estivesse em movimento. Como essa possibilidade era inconcebível até mesmo para ele, inventou uma tal de “constante cosmológica”, que faria tudo ficar paradinho. (Essa constante era tão furada que nem mesmo ele acreditava muito nela quando a inventou.) Doze anos depois, o físico americano Edwin Hubble conseguiu comprovar por meio de observações telescópicas que o Universo estava, sim, crescendo. Einstein, gênio do jeito que era, não insistiu na besteira. Reconheceu que sua primeira intuição estava certa e chamou a constante cosmológica de maior erro da sua vida. Mesmo na burrice, ele tinha razão.

“Não há nenhuma evidência de que se possa obter energia do átomo.”

Albert Einstein, antes da bomba atômica.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Festa em Roma: Banquetes e Orgias


Quanto maior o império, maiores as festas que a nobreza e os aristocratas ofereciam. O que dizer sobre o Império Romano, um dos maiores de todos os tempos? Tamanho era o gosto deles por jantares luxuosos e festas, que costumavam evoluir para orgias, que alguns políticos resolveram a baixar leis para moderar a farra. Uma delas, a Antia Lex, do século 1, limitava os gastos com essas comemorações e instituía que os magistrados só poderiam jantar fora se fosse na casa de determinadas pessoas. Claro, ninguém obedeceu. Acabou sobrando para o autor, Antius Resto. Segundo o filósofo Macrobius, como todos continuavam com suas orgias, para não contrariar a própria lei ele nunca mais foi visto jantando fora.

Outro bom exemplo da paixão romana pelos banquetes é personificado por Marcus Gavius Apicius. Amante da boa vida, gastava verdadeiras fortunas em seus jantares. Entre suas extravagâncias, adorava língua de flamingo e nunca servia couve – chegou a dizer ao filho do imperador Tibério que era “comida de pobre”.

A melhor forma de demonstrar poder era oferecer jantares

Vai rolar a festa
Um aristocrata podia medir seu prestígio com o número de jantares e festas ao qual era convidado. Ser convidado para os jantares certos, como os organizados pelo general Lucius Lucullus (110-56 a.C.), também era uma honra. Melhor que isso, só mesmo oferecer o jantar.

Traje a rigor
Vestir a toga era um privilégio masculino que escravos ou mulheres não usufruíam. Elas vestiam a stola, vestido de linho recoberto com a palla, um manto. Outras maneiras de elas ostentarem: penteados inusitados e jóias, muitas jóias.

Paladar exótico
Um bom festim chegava a ter sete pratos. Na abertura, peixes, ostras marinadas e pratos exóticos, como línguas de passarinho (uma porção tinha cerca de mil). O prato principal era uma carne. E as sobremesas eram frutas ou tortas feitas à base de geléia e mel.

Sem indigestão
O mais marcante no salão eram os tricliniuns, leitos com encosto para comer e beber – só pobres e escravos comiam sentados. Quem queria realmente esbanjar utilizava pratos de porcelana vindos da China.

Dança erótica
Além da lira, a música era tocada com chitara e tambores vindos do Egito ou castanholas da Espanha. Com ela, a orgia também começava. O cordax, por exemplo, era uma dança grega, altamente erótica, que despertava as paixões.

Prato principal: escravos
Quanto mais escravos, melhor. Eles serviam para trocar os potes de água quente para os convidados limparem as mãos, espantar moscas ou como objeto sexual. Luxo era designar que alguns com uma tocha levassem os convidados para casa.

Cardapius tipicus

Iguaris exóticas constavam do menu de uma típica festa romana

Entradas
Mariscos e ovos
Mamas de porco recheadas com ouriços-do-mar salgados
Pasta de miolos com leite e ovos
Cogumelos cozidos com molho de peixe gordo apimentado

Pratos principais
Gamo selvagem assado com molho de cebola, arruda, tâmara de Jericó, uva passa, azeite e mel
Outras cozidas com molho doce
Flamingo cozido com tâmaras

Sobremesas
Fricassê de rosas em pastel
Tâmaras secas recheadas com nozes e pinhões, cozidas em mel
Bolos quentes africanos de vinho doce com mel
Frutas

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A primeira ligação telefônica internacional


A primeira ligação telefônica internacional foi feita em 25 de dezembro de 1900, em uma experiência para determinar se a voz humana poderia ser levada por cabos usados para telégrafos, entre Key West, nos Estados Unidos, e Havana, em Cuba.

John W. Atkins, gerente do escritório de Key West da International Ocean Telegraph Company naquela época, ajustou os cabos e ligou para Havana.

"Por um bom tempo não houve som, exceto o barulho ouvido à noite, às vezes, causado pela corrente de eletricidade", contou Atkins na época.

Atkins continuou a ligar para Cuba, quando ele finalmente ouviu as palavras "Eu não estou te entendendo".

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Salvo pelo gongo" Você sabe de onde vem esse dizer ?


Muito se discute ainda sobre a origem desse dizer,mas das varias teorias existentes,apenas duas se destacam.
Bem,a primeira diz que esse dizer vem da Inglaterra,do período medieval.
A Inglaterra,nunca foi um enorme pais(Em termos de terra),e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos.
Então,os caixões eram abertos,os ossos retirados e encaminhados ao ossario,e o túmulo era utilizado por outra pessoa.Mas as vezes,ao abrir os caixões,percebiam que havia arranhões nas tampas,do lado de dentro,o que indicava somente uma coisa;que aquele morto não estava morto e que tinha sido enterrado vivo(catalepsia – muito comum na época).

Dai,desde então surgiu a ideia de,ao fechar os caixões,amarrar uma tira no pulso do defunto,tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.Após o enterro,alguém ficava de prontidão ao lado do túmulo durante uns dias.Se o individuo acordasse,o movimento do braço faria soar o sino.E assim,ele seria "saved by the bell",ou "salvo pelo gongo",como usamos dizer hoje.
No Brasil usamos essa expressão para dizer que alguém conseguiu realizar,ou terminar algo no ultimo segundo,ou então que alguém escapou de uma fria por pouco.

Na verdade existem muitas versões que explicam a origem dessa expressão.A mais difundida é esta da tira amarrada ao braço do defunto.Mas existe uma outra versão,não muito conhecida,do pesquisador Marcelo Duarte,o qual afirma no Livro "Guia dos Curiosos",que a frase surgiu em Londres,em meados do século 17.A teoria é de que um guarda do palácio de Windsor,acusado de dormir no posto alegou que estava tão acordado que tinha ouvido o sino da igreja tocar 13 vezes naquela noite.

Essa ultima teoria não parece tão convincente,mas tudo bem.Cabe a você escolher no que quer acreditar.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A origem do chocolate


Quando aportou no México, em 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés teve uma grande surpresa.

Em vez de ser recebido por hostis soldados aztecas, prontos a defender o seu território, ele foi coberto de presentes, oferecidos pelo imperador Montezuma.

Para os nativos, Cortés era nada menos que Quetzacóatl, o deus dourado do ar que, segundo a lenda, havia partido anos antes, prometendo voltar algum dia.

De acordo com a crença, Quetzacóatl tinha plantado cacaueiros como uma dádiva aos imperadores.

Com a semente extraída da planta, acrescida de mel e baunilha, os aztecas confeccionavam uma bebida considerada sagrada, o tchocolat. Para o povo azteca, o ouro e a prata valiam menos que as sementes de cacau - a moeda da época.

Dez sementes compravam um coelho; cem, uma escrava.

De volta a Espanha, em 1528, Cortés levou consigo algumas mudas de cacaueiro, que resolveu plantar pelo caminho.

Primeiro nas Caraíbas - no Haiti e em Trinidad - e, depois na África.

Chegando à Europa, ofereceu a Carlos V um pouco da bebida sagrada azteca, o bastante para que o rei de Espanha ficasse extasiado.

Não tardou que o tchocolat se tornasse apreciado por toda a corte. Graças às plantações iniciadas por Cortés, o seu país pôde manter o monopólio do produto por mais de um século.

A receita, aprimorada com outros ingredientes (açúcar, vinho e amêndoas), era guardada em segredo pelos zelosos espanhóis.

Apenas mosteiros previamente escolhidos eram autorizados a produzir o tchocoat, já com o nome espanhol chocolate.

Pouco a pouco, porém, os monges passaram a distribuí-lo entre os seus fiéis.

O chocolate era uma pasta espessa e de gosto amargo, apesar do açúcar que lhe haviam adicionado os espanhóis.

Foi justamente para amenizar a inconveniência da massa granulada, difícil de digerir, que o químico holandês Conraad Johannes van Houten começou a interessar-se por um novo método de moagem das sementes. Em 1828, Van Houten inventou uma prensa capaz de eliminar boa parte da gordura do vegetal.

Como resultado, obteve o chocolate em pó, solúvel em água ou leite e, conseqüentemente, mais suave e agradável ao paladar.

Mas isso não era tudo. Faltava saber o que fazer com a gordura sólida que sobrava da prensagem.

A resposta seria dada somente 20 anos depois, pela empresa inglesa Fry & Sons.

Os técnicos da indústria adicionaram pasta de cacau e açúcar à massa gordurosa e confeccionaram a primeira barra de chocolate do mundo - tão amarga, porém, quanto a bebida que lhe deu origem.

Tempos depois, o suíço Henri Nestlé (1814-1890) contribuiu para que o doce começasse a parecer-se com as tabletes de hoje. De uma das suas experiências resultou um método de condensação do leite, processo até então desconhecido, que seria utilizado em seguida por outro suíço, Daniel Peter (1836-1919).

Fabricante de velas de sebo, Peter passou a interessar-se pela produção de chocolates quando percebeu que o uso do petróleo para iluminação estava, aos poucos, minando a sua fonte de renda.

Por sorte, ele morava no mesmo quarteirão de Nestlé e, ao saber da sua descoberta, ocorreu-lhe misturar o leite condensado para fazer a primeira barra de chocolate de leite.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Lampião - Herói ou Bandido?

Virgolino nasceu no dia 07 de Julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, na Serra Vermelha, atual Serra Talhada. Seus pais eram José Ferreira e Maria Sulena da Purificação.

O bando do mais temido dos cangaceiros, entrava cantando nas cidades e vilarejos. Com chapelões em forma de meia lua ricamente ornamentados com moedas de ouro e prata e roupas de couro, os bandidos chegavam a pé e pediam dinheiro, comida e apoio. Se a população negasse, a cantiga cedia lugar à marcha fúnebre: crianças eram seqüestradas, mulheres violentadas e homens, rasgados a punhal. Mas, caso os pedidos fossem atendidos, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, organizava um baile e distribuía esmolas.

Na manhã seguinte, antes que os soldados da volante viessem, o bando partia em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando o rastro com uma folhagem.

Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgolino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.

Fisicamente, Lampião era um homem de 1,70 m de altura, amulatado, corpulento e cego de um olho. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.

Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.

A sua sanha assassina foi despertada em 1915. Virgolino contava com 18 anos quando um coronel inimigo encomendou a morte de seus pais.

- "Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.

Alistou-se em um bando de cangaceiros e foi logo promovido a líder. Envolveu-se em cerca de 200 combates com as "volantes", que resultaram em um milhar de mortes. As "volantes" eram constituídas de "cabras" ou "capangas" que eram familiarizados com o sertão. Elas acabaram tornando-se mais temidas pela população do que os próprios cangaceiros, pois além de se utilizarem da violência, possuíam o respaldo do governo.

O célebre apelido, recebeu depois de iluminar a noite com tiros de espingarda para que um companheiro achasse um cigarro.

Eu como humilde blogueiro,tenho dito que um sujeito que rouba,mata e estupra não e digno de ser considerado herói de absolutamente nada.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Porque a cegonha é o simbolo da Gravidez?


De todos os animais, a cegonha é a ave que mais se destaca na dedicação aos filhos.

Segundo alguns observadores, a abnegação da cegonha é tão grande que esta prefere a própria morte na impossibilidade de salvar suas crias.

Na Grécia Antiga, os gregos criaram uma lei chamada " a lei da cegonha " (lex ciconia). baseada na reciprocidade que os filhos das cegonhas tinham por seus pais idosos, cuidando deles com sua penugem e alimentando-os com o produto de suas caçadas.
A lei grega obrigava os filhos a sustentarem seus pais na velhice e punia severamente quem não a cumprisse.

Na Idade Moderna, cartões inspirados no afeto das cegonhas representavam-na trazendo um bébé envolto numa fralda, pendurado em seu bico, representando assim o nascimento dos bébés.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A origem do preservativo

Durante séculos, homens e mulheres têm procurado métodos contraceptivos, vários foram testados, mas a maioria se mostrou apenas dolorosa e ineficaz. Na tentativa de evitar uma gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis a humanidade inventou fórmulas tão estranhas quanto gengibre e suco do fumo ou excrementos de crocodilo, que possui pH alcalino, assim como os espermicidas modernos.

O nascimento da camisinha não foi muito mais nobre do que isto. Na Ásia usava-se um envoltório de papel de seda untado com óleo. No Antigo Egito os egípcios já usavam ancestrais de camisinhas não como anticoncepcionais, mas como proteção contra picadas de insetos (durante as caçadas, não no sexo). Elas eram feitas de tecido ou outros materiais porosos pouco eficazes como métodos anticoncepcionais.

Mas, durante a Idade Média, com a disseminação de doenças venéreas na Europa se fazia necessário a invenção de um método mais eficaz. Em 1564, o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Mais adiante, estes preservativos passaram a ser embebidos em soluções químicas (pretensamente espermicidas) e depois secados.

Foi só no século XVII, que a camisinha ganhou um "toque de classe". O Dr. Quondam, alarmado com o número de filhos ilegítimos do rei Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou um protetor feito com tripa de animais. O ajuste da extremidade aberta era feito com um laço, o que, obviamente, não era muito cômodo, mas o dispositivo fez tanto sucesso que há quem diga que o nome em inglês (condom) seria uma homenagem ao médico. Outros registros indicam que o nome parece vir mesmo do latim "condus" (receptáculo).

A "camisinha-tripa" seguiu sendo usada, até 1839, quando Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha, fazendo-a flexível a temperatura ambiente. Mas não se anime que a higiene absoluta ainda não nasceu. Nesta época, os preservativos de borracha eram grossos e caros e por isto lavados e reutilizados diversas vezes.

As camisinhas de látex só surgiram em 1880 e daí evoluíram à medida que novos materiais foram desenvolvidos, adicionando novas formas, melhorando a confiabilidade e durabilidade.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Você sabe como surgiu a palavrinha "Ok"?

Durante a guerra de secessão, quando regressavam as tropas aos seus quartéis sem restarem nenhuma baixa, colocavam uma grande faixa: '0 Killed' (Zero Mortos). Daí provém a expressão 'O.K.' para dizer que tudo está bem.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Você sabe como surgiu a palavra "Fuck"?

Na antiga Inglaterra não se podia fazer sexo sem contar com o consentimento do Rei. Quando quisessem ter um filho deveriam solicitar uma permissão ao monarca, que lhes entregava uma placa que deveria colocar nas suas portas. Na placa dizia "Fornication Under Consent of the King" (F.U.C.K.). Daí a origem desta tão "famosa" palavra.

Calígula,um maluco no poder - PARTE 2

Mas quem comandava o jogo a partir de então? Seguramente não era Calígula. O imperador não passava de um chefe dos exércitos que devia seu poder a um bando de guerreiros que o escolheram para comandante.

Aparentemente, tudo estava de acordo com as leis. Havia um Senado, guardião das instituições romanas. Havia magistraturas, todas respeitadas. Calígula foi reconhecido como imperator, mas também era cônsul, pretor, censor, edil, “tribuno do povo” e, sobretudo, grande pontífice, mestre da religião oficial romana.

Só que o conjunto abrigado sob a denominação de Império Romano, com um líder inconteste à frente, não era mais que uma gigantesca vigarice. Simplesmente porque por trás de um personagem que desempenhava o papel principal agiamos que o manipulavam. Essa era a fraqueza e o paradoxo do sistema.

O imperador era necessário, pois era a imagem do poder de Roma. Nessas condições, deixava-se que ele agisse como bem quisesse, desde que não contrariasse os interesses da classe dirigente. O povo nunca intervinha, pois os habitantes de Roma já não eram os virtuosos cidadãos da Republica, o regime que vigorou de 509 a.C. a 27 a.C. No Império a população, de modo geral, poderia ser comparada a uma multidão de desocupados e mendigos que se calavam se fosse distribuída comida e providenciadas distrações, como os combates do Circo.


O imperador aproveitava espetáculos de gladiadores para lançar inimigos às feras, assim como combatentes que demonstrassem fraqueza Calígula retratado por Suetônio, ilustração de Gustav Surand, 1901.


Calígula adorava presidir essas festas, aliás. Ele se sentia o senhor e mestre de Roma e se regozijava ouvindo elogios a sua pessoa e majestade e notando a bajulação que fortalecia sua indomável megalomania. Paralelamente, se desenvolvia dentro do jovem imperador uma paranóia igualmente invencível. Roma teve o azar de essa pessoa ser o homem a quem o Estado facultava decidir, em nome da coletividade, o que era bom ou mau, quem obteria os favores do governo e, pior, quem deveria ser eliminado.

Os crimes de Calígula passaram a ser incontáveis. E suas fantasias e excentricidades também. Sobre isso, o historiador Suetônio conta que o imperador presenteou o cavalo com uma estrebaria feita de mármore, uma dentadura de marfim, sem falar de uma casa e de empregados para tratar esplendidamente os convidados em nome do animal. Diz-se que quis transformar o quadrúpede em cônsul.

Como seu orgulho não tinha limites, ele mandou fazer uma estátua de si mesmo, como se fosse Júpiter, e ordenou que fosse colocada no Templo de Jerusalém. Júpiter não é um deus qualquer da mitologia romana, derivada da grega. É o senhor do Olimpo, pai de muitos outros deuses, como Marte e Vênus, por exemplo. E o Templo de Jerusalém – no caso, o segundo – era o secular local de culto de Deus de Israel.

Nessas agressivas incursões mitológicas e religiosas, a loucura de Calígula não deixava de ter natureza mística. Mesmo seus desregramentos sexuais tinham algo de sagrado. O incesto remetia ao casamento dos faraós com as respectivas irmãs. Já a orgia era uma ativação das forças cósmicas, por meio da qual se atingia o sublime. O imperador queria se transformar em um deus.

Ocorre que nesses assuntos da alma a mentalidade da população trilhava caminhos distintos. A religião romana rejeitava a teofania, ou seja, a encarnação de um deus exterior nos vivos. A palavra-chave da mística romana era a apoteose, o rito funerário que divinizava o defunto. O primeiro imperador romano, Otávio Augusto, por exemplo, havia recusado em vida as honras divinas. Teve, porém, direito a uma apoteose depois de morto. Calígula, porém, não quis esperar a morte para se tornar um deus.

Em virtude da exigência do sistema romano de que o imperador fosse eleito, chegou o momento em que os que governavam efetivamente já não precisavam de personagem tão tresloucado apenas para fazer a figuração. Os excessos de Calígula deveriam andar tão insuportáveis que os verdadeiros governantes de Roma decidiram se livrar dele. Foi mais uma vez o chefe da guarda preotoriana que comandou a ação. Em 24 de janeiro do ano 41, Calígula foi assassinado e substituído por Cláudio.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

É mais fácil que um camelo passe por um buraco de uma agulha que..."Peraí,um camelo?


No Novo Testamento no livro de São Mateus disse 'É mais fácil que um camelo passe por um buraco de uma agulha que um rico entre no Reino dos Céus'... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra 'Kamelos' como camelo,aqueles do deserto,quando na realidade em grego 'Kamelos' é aquela corda grossa com a qual se amarram os barcos aos portos...
O sentido da frase continua o mesmo... mas qual lhe parece mais coerente?

Calígula,um maluco no poder - PARTE 1

Que o terceiro imperador romano tenha sido um sanguinário, ninguém duvida. Suas famosas crises de epilepsia, porém, explicam pouco ou nada desse perfil. Para conhecê-lo, é preciso falar de suas origens familiares e do ambiente depravado que o cercava.


A história não foi complacente com Calígula, o detentor de um reinado tão curto quanto violento no primeiro século de nossa era, em Roma. Ele permaneceu no poder de março de 37 até seu assassinato, em janeiro de 41. Foi o terceiro imperador romano, membro da dinastia júlio-claudiana, iniciada por Augusto.


O aspecto assustador e o desequilíbrio mental do terceiro imperador de Roma inspiravam medo e terror na população Caligula Caesar, gravura, artista da escola italiana, 1596.


A reputação de louco feroz, capaz de incríveis crueldades, foi construída ao longo de apenas quatro anos de poder, um período curto demais para fama tão arraigada, mas nada indica que ele fosse diferente do que ainda hoje se diz do personagem. O próprio nome Calígula tornou-se sinônimo de atrocidade.

Cabe, contudo, buscar a fonte primordial: a obra A vida dos doze césares, do escritor e historiador Caio Suetônio (69-c.141), que não foi contemporâneo de Calígula, mas ótimo observador dos costumes romanos. Outros historiadores, como Filo (30-50 d.C.), Josefo (37-92 d.C.) e Dião Cássio (data imprecisa do século II), também citaram o imperador em suas obras. Especificamente no caso de Calígula, Suetônio é de longe o mais influente entre os quatro, mesmo que se apontem frequentemente imperfeições em sua obra.

Para conhecer o monstro da antiga Roma, parece uma boa opção desistir de buscar refúgio atrás das crises de epilepsia de Calígula e de algumas insanidades a ele atribuídas. Doenças física e mental explicam uma parte, talvez pequena, da biografia. A outra parte passa necessariamente por sua origem familiar, o ambiente depravado no qual cresceu e, sobretudo, o estado das instituições do Império.

Até porque na Antiguidade a epilepsia simplesmente não era compreendida como hoje. Era um estigma na vida do paciente e uma mancha em sua biografia. Foi preciso que nascessem homens como os escritores Fiodor Dostoievski e Gustave Flaubert ou um teórico e político como Vladimir Lenin, todos epiléticos, para que o mundo passasse a ver a doença de outra forma. A percepção de que doença e crueldade não caminham juntas certamente nem passava pela cabeça dos historiadores antigos.

MITOLOGIA PESSOAL

Caio César Augusto Germânico, vulgo Calígula, nasceu em Âncio, província de Roma na região do Lácio, no dia 31 de agosto do ano romano 765, ou seja, no ano 12 de nossa era. Seu pai era Germanico, sobrinho de Tiberio, e sua mãe, Agripina Maior, neta de Augusto.


Moeda cunhada durante o reinado de Calígula (37 - 41 d.C.), com efígie do imperador em um dos lados (à esq.) e de suas três irmãs, Agripina, Drusela e Júlia.


Sendo Tiberio filho de Lívio, adotado por Augusto, Calígula pertencia à linhagem de Cesar, alegadamente descendente do lendário Ascânio, filho do troiano Enéas, ele mesmo filho de Vênus. Sua origem, como se vê, se mistura com a mitologia.

Ainda jovem, Calígula manifestava as qualidades do pai, homem de personalidade e de honestidade escrupulosas, além de um general notável.Germanico era amado pelo povo. E, de início, o filho Calígula também era, pois se mostrava brilhante e muito modesto. Frequentava as tropas do pai e se vestia como Legionario, exibindo nos pés as caligae (espécie de calçado) regulamentares, o que lhe valeu o codinome.

Mais tarde, entregue às intrigas do círculo de Tiberio, ele sucumbiu às promessas de agitadores – em particular de Névio Sutório Macro, o líder da guarda pretoriana, que garantia a segurança do imperador. Era tal o poder de um prefeito pretoriano à época que por vezes ele assumia a condição de “segundo homem” do Estado. Macro preparava em segredo a sucessão do imperador e mobilizou todos os meios para que a dignidade imperial coubesse a Calígula. Foi então que surgiram os primeiros sinais da nova vida de desregramento do jovem herdeiro, que desembocaria em ligação explícita com a irmã, Agripina Menor, a futura mãe de Nero, e de todo tipo de fantasias bissexuais.


Agripina Menor (à esq.) e Drusela (à dir.), duas irmãs com quem Calígula mantinha relações sexuais. O imperador também as obrigava a se prostituir Agripina Menor e Drusela, esculturas em mármore, autor desconhecido, sem data.


Um episódio narrado pelo historiador Públio Cornélio Tácito (55-120 d.C.) atesta a atmosfera que reinava em torno de Calígula. Certa vez, o imperador Tiberio aportou no cabo Miseno, em Catânia, hoje região da Sicília. Seu médico pessoal não tardou a atestar que o velho não tinha mais que dois dias de vida. Foi o que bastou para que se instalasse uma rede de intrigas palacianas.

Nas palavras de Tácito: “No dia 17 das calendas de abril,Tiberio mergulhou em uma inconsciência profunda: acreditou-se que ele estava morto. Caio [o nome verdadeiro de Calígula], já em meio às felicitações de uma numerosa corte, saía para tomar posse do Império quando alguém veio subitamente anunciar que Tiberio recuperava a consciência, a fala. (...) Caio, em um silêncio morno, não esperava outra coisa senão o suplício; Macro, mais ousado, mandou sufocar o ancião sob uma pilha de cobertores, e ordenou que todos se retirassem. Assim desapareceu Tiberio, aos 78 anos de idade”.

E assim começou o reinado de Caio Calígula...Mas isso vamos deixar para o próximo post,de amanhã

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A importância do diálogo


Na Austrália....Quando os conquistadores ingleses chegaram na Austrália, se assombraram ao ver os estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os indígenas australianos eram extremamente pacíficos) e tentaram lhe perguntar o que era,como eles chamavam aquele animal. Ao notar que o índio sempre dizia "Kan Ghu Ru" adotaram o vocábulo inglês "kangoroo" (canguru).
Os lingüistas descobriram após um tempo o significado, os indíos queriam dizer: "Não estou entendendo".

No Peru....Quando os espanhóis chegaram ao Peru, perguntaram a uns índios como chamavam aquele lugar, eles responderam "Viru" (antiga cultura pré-inca, do rio Viru, ao norte do Peru). Os espanhóis entenderam "Peru", daí o nome.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Qual é o parlamento mais antigo do mundo ainda em atividade?


O Alþingi é o parlamento nacional da Islândia. Fundado em 930, na região de Þingvellir, é o parlamento nacional mais antigo da história.Foi estabelecido no ano de 930 como uma assembléia ao ar livre, na região de Þingvellir, situada a aproximadamente 45 quilômetros da atual capital, Reiquiavique. Com sua formação, foi estabelecido o Estado Livre Islandês.
As reuniões aconteciam em torno do Lögberg (islandês: "rocha da lei"), onde se sentava o lögsögumaður para presidir a assembléia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Por que Aníbal, vitorioso, não atacou Roma e evitou a destruição de Cártago?


Uma das principais fontes documentais da guerra anibálica é Tito Lívio, historiador e cidadão romano. É de certo modo impressionante a riqueza de detalhes com que Tito Lívio descreve as táticas, manobras e os ardis do grande Aníbal nas primeiras batalhas da segunda Guerra Púnica. A batalha de recontro do Tesino, o combate do Trébia, as batalhas (massacres) do lago trasímeno e de Canae.

Em todas elas,vitória do gênio de Aníbal. Nessas batalhas,Aníbal demonstrou porque é considerado até hoje um dos maiores comandantes, estrategistas e táticos da história. Imaginem o quanto deve ter sido doloroso para Tito Lívio descrever o sofrimento de seus patrícios,quando Aníbal invadiu a Itália através dos Alpes. Por outro lado,parece que Aníbal ao mesmo tempo causou incrível fascínio em todos os historiadores da época,inclusive nas fileiras do oponente.

Há relatos de que o grande general romano Cipião o Africano, vencedor de Aníbal em Zama, teria deixado Aníbal fugir após a batalha. Aníbal não realizou sonho de seu pai(Amílcar Barca): vingar a derrota de Cartago na primeira guerra púnica e destruir Roma. Mas seus feitos militares foram dignos de serem colocados acima ou igual aos maiores gênios da arte da guerra em todos os tempos. Nunca a civilização romana esteve tão ameaçada.

Após a retumbante, massacrante e incontestável vitória em Canae, onde Aníbal aniquilou mais de 70.000 legionários romanos, o caminho de Roma ficou livre. Naquele triste dia para os romanos, Aníbal passou ao fio da espada 8 legiões romanas. É considerada a maior derrota militar romana de todos os tempos. Por isso naquele dia Roma esteve por um fio de cabelo.
Vale lembrar que Roma levou para o campo de batalha um exército quase duas vezes maior que o de Aníbal.

Mas naquele dia também, Aníbal teria cometido seu maior pecado: deixar de marchar sobre Roma com sua tropa vitoriosa. Roma possivelmente estaria com sua defesas fracas e fatalmente poderia ser submetida a uma operação de cerco. Até hoje ninguém consegue explicar. Esta guerra foi tão importante que hoje ao invés de falarmos Português, poderíamos estar falando um dialeto Púnico ou Fenício.

Mas,o grande mistério é: "Por que Aníbal,vitorioso,não atacou Roma,e evitou a destruição de Cartago?"

Muito se discute ainda sobre isso.Alguns historiadores dizem que foi pelo fato de Cartago não ter enviado à Aníbal os reforços necessários que esse precisaria para recompor seu exercito,honrar a promessa feita ao pai e destruir Roma.Essa demora,na decisão de mandar ou não reforços foi decisiva no resultado final da 2ª Guerra Púnica,pois além disso Aníbal não havia consigo armas de assalto para transpor as muralhas de Roma.

Outro fato importante que não deve ser ocultado é que,existia em Cartago uma situação politica bem diversa(o que viria a ser fatal),onde havia a disputa entre diversos grupos.Alguns eram favoráveis ao conflito e outros invez,favoráveis à conciliação com Roma.Essas divisões,e essa indecisão,certamente acabou refletindo no investimento e na mobilização dos reforços que Aníbal solicitava.

Conclusão:Essa manobra de Aníbal continua sendo um dos grandes enigmas da história,pois não há explicação.Isso para muitos é a prova de que a história não é mecânica,há espaços para o acaso,mas que ainda assim,é uma ciência,embora cientifica,hermenêutica.

O porque então,acredito que jamais saberemos...

domingo, 27 de dezembro de 2009

As 10 maiores invenções da China Antiga

1 - Pólvora

Vamos começar com a, provavelmente, mais famosa invenção da antiga China. Diz a lenda que a pólvora foi descoberta acidentalmente por alquimistas procurando por uma cocção que poderia dar aos humanos a imortalidade (a busca de todos os alquimistas, desde o início dos tempos). Ironicamente, esses alquimistas acabaram tropeçando acidentalmente em uma invenção que poderia facilmente tirar a vida humana
Agradeça aos alquimistas chineses pelos fogos de artifício - e pelas balas. Afinal, a pólvora é uma invenção deles
Agradeça aos alquimistas chineses pelos fogos de artifício e pelos pro

A pólvora primitiva era feita de uma mistura de nitrato de potássio (salitre), carvão e enxofre, e foi descrita em 1044 no livro "Collection of the Most Important Military Techniques", compilado por Zeng Goliang. Considera-se que a descoberta da pólvora tenha ocorrido muito antes, já que Zeng descreve três diferentes misturas de pólvora, e os chineses usavam-na para sinalização e fogos de artifício antes de que ela fosse usada para fins militares em granadas rudimentares.

Com o tempo, percebemos que metal adicionado à mistura criava cores brilhantes em explosões de pólvora e - cabuum! - nasciam as exibições de fogos de artifícios modernos. A mistura também se mostrou um explosivo conveniente para projéteis como balas.


A bússola inventada pelos antigos chineses era usada para ler o destino da pessoa
A bússola inventada pelos antigos chineses era usada para ler o destino de uma pessoa
2 - Bússola

Onde estaríamos sem a bússola? Perdidos, é onde estaríamos. Aqueles de nós que pratica caminhada em florestas ou voa em vários tipos de aeronaves têm de agradecer aos chineses por nos guiar para casa em segurança.

Originalmente, os chineses criaram suas bússolas apontando para o sul verdadeiro. Isso porque eles consideravam o sul, não o norte, sua direção cardinal. As primeiras bússolas foram criadas no século 4 a.C. e eram feitas de magneto.

A simples existência desso magneto é o resultado de um pouco de sorte. O magneto é um tipo de magnetita (combinação natural de ferro magnético) que se torna altamente magnetizada quando atingida por um relâmpago. O resultado é um mineral que é magnetizado em direção aos pólos norte e sul. Nós não sabemos com precisão quem teve a brilhante ideia de diferenciar a direção usando o magneto, mas evidências arqueológicas apontam para as damas chinesas que balançavam em um trampolim. As damas apontariam a direção da harmonia interior para os antigos profetas chineses.

3 - Papel

Não está exatamente claro que surgiu primeiro com a ideias de converter pensamentos em linguagem escrita. Há uma disputa acirrada entre os sumérios, na Mesopotâmia, os harappeanos do Vale do Indo (hoje Afeganistão), e os quemitas, no Egito, para ser os primeiros a formular a linguagem escrita. O que sabemos é que as primeiras linguagens parecem ter surgido cerca de 5.000 anos atrás. Alguém pode até alegar que ela data de muito antes disso - e é, se forem incluídas expressões artísticas, como as pinturas de cavernas, como forma de linguagem escrita. Uma vez que a linguagem começou a se desenvolver, porém, os humanos escreviam em qualquer coisa que fosse grande o bastante: placas de argila, bambu, papiro e pedras eram algumas das superfícies de escrita primitivas.

Sem o papel, os piratas não poderiam fazer mapas do tesouro
Sem o papel, os piratas não poderiam fazer mapas do tesouro

As coisas mudaram depois que os chineses - especificamente um homem chamado Cai Lun, oficial da corte do imperador - inventaram o protótipo de papel moderno. Antes do passo revolucionário de Cai, os chineses escreviam em finas tiras de bambú e de seda, mas em 105 d.C., ele criou uma mistura de fibras de madeira e água que é considerada o predecessor do papel como o conhecemos. O método de Cai consistia da mistura de diferentes tipos de fibras, como madeira de amoreira, cânhamo e tecido com água, que era triturada até que as fibras fossem completamente separadas. Essas fibras eram dispostas sobre um molde retangular poroso e prensadas para separar a água e obter a união das fibras. O resultado era um papel rugoso. O que exatamente Cai Lun escreveu nesse pedaço de papel é um mistério.


Todo mundo acha que o macarrão é uma invenção italiana, mas ela foi importada da china pelo explorador Marco Polo
Todo mundo acha que o macarrão é uma invenção italiana, mas ele foi importado da China pelo explorador Marco Polo
4 - Macarrão

Qualquer pessoa que ame um belo prato de espaguete com molho de tomate e manjericão pode querer tirar o chapéu para os antigos chineses por terem inventado a massa - não os italianos, como você pode ter suspeitado. Os italianos, ou melhor, o italiano e explorador Marco Polo, é quem levou o macarrão da China para a Itália, onde o alimento foi adotado e alterado com tamanha propriedade que parece ter sido inventado por lá.

O tema ainda está em discussão, mas parece que os chineses batem os italianos e os árabes por cerca de 2.000 anos. Em 2006, arqueólogos escavando uma área de 4.000 anos em Lajia, na província de Qinghai, perto da fronteira tibetana, descobriram uma tijela de macarrão fibroso virada de cabeça para baixo enterrada sob dez palmos de terra.

O macarrão recém-descoberto pode ser o mais antigo do mundo. É feito de dois tipos de grão de painço, que foram cultivados na China por cerca de 7.000 anos. O mais interessante é que até hoje os chineses ainda usam esses grãos para fazer o macarrão.

5 - Carrinho de mão

Os chineses também são responsáveis por aliviar o fardo dos humanos ao redor do mundo e através dos tempos com o carrinho de mão. O general Jugo Liang, que viveu durante a Dinastia Han, leva o crédito por aparecer com o conceito de um carro de uma roda usado para carregar objetos pesados no século 2. A concepção de Jugo perdeu o marco por pouco; ele não adicionou ao carro os braços que vieram depois de sua invenção ser refinada. Ainda assim, Jugo bateu os europeus por cerca de mil anos com seu carrinho de mão.


O carrinho de mão, hoje ferramenta essencial na construção civil, foi usado como instrumento de guerra
O carrinho de mão, hoje ferramenta que alivia o fardo humano, era usado como instrumento de guerra pelos antigos chineses

Originalmente, o veículo estava destinado a propósitos militares. Reconhecendo as vantagens físicas que o carrinho de mão dava a seus exércitos sobre qualquer inimigo - eles eram usados como barricadas móveis e como meio de transporte -, os chineses mantiveram sua invenção em segredo por séculos.

Uma antiga lenda popular também dá crédito pela invenção do carrinho de mão a um fazendeiro do Século 1 a.C. chamado Ko Yu. Embora sua existência seja questionável, há um ponto em comum entre Jugo e Ko: como o general, o fazendeiro manteve secreto o seu carrinho de mão ao descrevê-lo em código.


O primeiro sismógrafo, de bronze, foi criado pelo imperador Chang <span class=Heng, no segundo século da Dinastia Hen" width="250" border="0" height="188">
O primeiro sismógrafo, um receptáculo pesado de bronze, foi criado pelo astrônomo Chang Heng, no segundo século da Dinastia Han
6 - Sismografo

Embora os chineses não pudessem dizer a ninguém quanto exatamente um terremoto media na escala Richter (criada apenas em 1935), eles conseguiram inventar o primeiro detector de terremotos do mundo - um sismógrafo. Não apenas o astrônomo imperial Chang Heng criou o sismógrafo durante o segundo século da Dinastia Han como ele criou um sismógrafo magnífico.

A criação de Heng era um receptáculo de bronze pesado com nove dragões olhando para baixo entalhados em seu exterior. Os dragões estavam espaçados de forma equidistante no instrumento, e abaixo de cada dragão um sapo separado dele olhava para cima com a boca aberta. Dentro do receptáculo, um pêndulo ficava suspenso sem movimento até que um tremor o movesse. Nesse momento, o balanço do pêndulo acionava as alavancas internas em movimento. Isso acionaria o gatilho para a liberação de uma bola presa na boca do dragão olhando para a direção do epicentro do furacão. A bola então cairia na boca do sapo diretamente abaixo del. Esse primeiro sismógrafo parece um pouco básico, mas levaria outros 1.500 anos até que as nações ocidentais desenvolvessem suas próprias versões.


Vinho, cerveja, licor, etanol. Brindemos a essa invenção chinesa!
Vinho, cerveja, licor, etanol. Brindemos a essa invenção chinesa!
7 - Álcool

Você pode agradecer aos chineses pelo etanol e pelo álcool isopropílico - sem mencionar a cerveja, o vinho e o licor. Quando você pensa nisso, poucas criações do homem criaram tanta alegria e tristeza como o álcool

Por muitos anos, acreditou-se que a fermentação do álcool veio de outros processos similares. No começo do século 3 a.C., os chineses tinham descoberto como refinar produtos alimentícios como vinagre e molho de soja usando técnicas de fermentação e destilação. Bebidas alcóolicas destiladas seguiriam logo depois.

Descobertas arqueológicas recentes empurraram a data da fermentação chinesa e da criação do álcool muito mais para trás. Pedaços de cerâmica de 9.000 anos revelados na província de Henan mostraram traços de álcool. Essa descoberta prova que os chineses foram os primeiros a fazer álcool, já que os detentores anteriores do título, os antigos árabes, não produziram bebidas alcoólicas até 1.000 anos depois.

8 - Pipas

Dois antigos chineses compartilham o crédito pela criação de uma das maiores reivindicações de fama. Durante o século 4 a.C., Gongshu Ban e Mo Di, patrono das arte e filósofo, respectivamente, construíram pipas em formato de pássaros que mergulhavam no vento. A novidade do par pegou rápido.
As pipas que vemos hoje já foram instrumento de pescaria, de guerra e até de disputa
As pipas que vemos hoje já foram instrumento de pescaria, de guerra e até de disputa

Ao longo do tempo, os chineses adaptaram a pipa inicial e descobriram novos uso para ela além de diversão. As pipas tornaram-se uma forma fácil de pescar sem barco, simplesmente usando uma linha e gancho preso na pipa e pendurando-a sob uma parte inacessível da água. As pipas também se tornaram instrumento em aplicações militares, servindo como "aviões não tripulados" que jogavam cargas com pólvora nas fortificações inimigas. Em 1232, os chineses empregaram pipas para jogar sobre o acampamento mongol de prisioneiros de guerra folhetos de propaganda incitando os chineses capturados a se rebelar contra seus captores.

Em breve, a necessidade de voar se casaria com a tecnologia da pipa para produzir outra invenção chinesa, a asa delta.

9 - Asa delta

Como já discutimos anteriormente, as pipas foram inventadas no século 4 a.C.. No final do século 6 d.C., os chineses tinham conseguido construir pipas grandes e com aerodinâmica suficiente para sustentar o peso de um homem de tamanho médio. Foi apenas questão de tempo para que alguém decidisse simplesmente remover as linhas das pipas e ver o que acontecia.

Os chineses amarravam criminosos condenados e inimigos capturados em pipas gigantes e os lançavam do alto de um morro. Nascia ali a asa delta
Os chineses amarravam criminosos condenados e inimigos capturados em pipas gigantes e os lançavam do alto de um morro. Nascia ali a asa delta

Os chineses estavam usando as pipas sem corda que nós conhecemos hoje como asa delta. Contudo, essas "pipas" não eram usadas para passeios emocionantes. Os imperadores adoravam forçar os criminosos condenados e os inimigos capturados e saltar de morros enquanto amarrados nas asas deltas. Dá para imaginar o que acontecia com os pobres coitados. Mas um deles acabou voando cerca de 5 km antes de pousar em segurança. Com esses primeiros voos, os chineses bateram a invenção européia em 1.335 anos.

Apesar de todas essas invenções, nenhuma outra revolucionou tanto uma nação quando a seda.


10 - Seda

Mongóis, bizantinos, gregos e romanos, todos se viram, infelizes, diante das inovações militares chinesas como a pólvora. Mas foi a seda que ajudou a intermediar a paz entre a China antiga e outras culturas. A procura pela seda era tão grande que o tecido delicado ajudou a ligar a China com o mundo exterior por meio do comércio. O tecido deu origem à lendária Rota ada Seda, rotas de comércio que iam da China ao Mediterrâneo, passando pela África, pelo Oriente Médio e pela Europa.

A seda ajudou a ligar a China Antiga ao resto do mundo
A seda ajudou a ligar a China Antiga ao resto do mundo
O método para manipulação desse material produtzido pela larva da seda existia há 4.700 anos. Um pergaminho contendo um artigo sobre a produção de seda foi descoberto em uma tumba do período Liangzhu , que durou de 3330 a 2200 a.C.. Diz a lenda que a seda foi descoberta pela imperatriz chinesa Hsi Ling-Shi. Enquanto tomava chá sob a sombra de uma amoreira, um casulo de bicho-da-seda teria caído em sua xícara. Ao tentar retirar o casulo, ela puxou um fio do casulo, desenrolando o fino fio de seda, amolecido pela água quente do chá. Durante séculos, os chineses guardaram o segredo da produção da seda ameaçando de morte qualquer um que abrisse o bico (a seda era tão valiosa que era vendida ao seu peso em ouro). Contudo, a "receita" vazou primeiro para os indianos, depois para o Japão e em seguida para a Pérsia. Apesar disso, os chineses só perderam o controle de seu segredo quando monges europeus colocaram suas mãos em ovos do bicho-da-seda e os levaram para o Ocidente.